segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mais controle de policiais

Agentes têm até dia 15 para informar sobre armas, telefones e bens que utilizam no dia a dia

POR ADRIANA CRUZ
Rio - A Corregedoria da Polícia Civil decidiu que os policiais civis têm até o dia 15 para prestar informações sobre suas armas, carros, linhas telefônicas, rádios, bens pessoais ou que utilizam em nome de outras pessoas. A recomendação reeditou a portaria 349, de 2003, que nunca foi respeitada pelos agentes. Quem descumprir poderá ser advertido ou punido com suspensão de um a 16 dias. “O servidor público tem o dever da probidade, de moralização”, alegou o corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Carlos Gadelha, entretanto, repudiou a medida. “Isso mostra que a Corregedoria não sabe investigar. É um verdadeiro atestado de incompetência. Então se o policial usar o carro da mulher vai ter que informar. Isso é absurdo”, criticou. Segundo ele, a categoria vai se reunir segunda-feira, às 18h, na sede da entidade para discutir o assunto.
O corregedor reagiu: “Quem está reclamando que entre na Justiça. Minha intenção é uniformizar os procedimentos, por isso, aproveitei o recadastramento das armas para fazer os outros. Tenho certeza de que muitos vão fazer”.
Criminalista: invasão de privacidade
Para o criminalista Antônio Gonçalves, na prática, a recomendação da Corregedoria da Polícia Civil não vai funcionar. “O espírito da medida é combater a corrupção, proteger a população, mas, por outro lado, é uma invasão de privacidade”, analisou.
Para ele, o fato de o policial ter que informar bens usados em nome de outras pessoas pode expor a família. “A Constituição Federal impede que as pessoas tenham a sua privacidade invadida. Então, acredito que esta recomendação não terá eficácia”, afirmou Gonçalves.

Dize-me com quem andas, Sergio Cabral, e todos saberão que tipo de governante você se tornou.

Carlos NewtonPor muito menos, pediram o impeachment de Fernando Collor. Não há comparação entre as trajetórias do então presidente e a do atual governador do Rio de Janeiro. Os “empresários” Marcelo Mattoso de Almeida, que morreu pilotando o helicóptero na Bahia, Fernando Cavendish, Sergio Luiz Côrtes da Silveira e Arthur Cesar Soares de Menezes Filho – são estes os principais parceiros de Sergio Cabral Filho, um jovem suburbano que abraçou a política e daí passou a flertar com a elite e frequentar o eixo Leblon-Angra dos Reis-Miami-Paris.
Parceiro 1 – Marcelo Mattoso de Almeida era um ex-doleiro, que se autoexilou em Miami, fugido de uma operação da Polícia Federal, onde abriu uma revendedora de carros de luxo (por coincidência, o nome da agência era First Class, o mesmo do empreendimento na Bahia). Voltando ao Rio de Janeiro, passou a frequentar a casa do governador, tornando-se assíduo no Palácio Laranjeiras. Por coincidência, na semana passada voltou de Paris fazendo escala em Miami.
Parceiro 2 – Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, era um empreiteiro de terceiro time e rapidamente se tornou um dos mais ricos do país, depois que se aproximou do governador Sergio Cabral Filho, ganhando as mais importantes licitações do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a reforma do Maracanã e a construção das novas lâminas do Tribunal de Justiça.
Parceiro 3 – Arthur Cesar Soares de Menezes, o “Rei Arthur”, assim chamado porque é o grande artífice e planejador das terceirizações e licitações no governo Sergio Cabral. Em 2008, recebeu 23,5% (R$ 357,2 milhões) de tudo o que o governo estadual pagou. Na verdade, o reinado de Arthur César, do grupo Facility, se iniciou na gestão de Anthony Garotinho e desde então jamais foi destronado. Mas nem Garotinho ousou pagar tanto, em 2003, por exemplo, Arthur César só levou R$ 58,5 milhões.
Parceiro 4 – Sergio Luiz Cortes da Silveira é o homem de Cabral na área da saúde. O governador tentou emplacá-lo como ministro do governo Dilma Rousseff, que declinou quando viu a lista dos processos que o secretário responde por improbidade administrativa. A corrupção de Côrtes virou manchete dos jornais e ele jamais explicou como comprou o luxuoso apartamento de cobertura na Lagoa, que seu salário de Secretário de Saúde não poderia pagar. A atuação de Cortes rendeu ao governador uma interpelação judicial no STJ (IJ nº 2008/0264179-0), promovida pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e pela Federação Nacional dos Médicos.
Além dos quatro parceiros, o governador tem forte apoio da própria mulher, Adriana Ancelmo Cabral, que se tornou o maior fenômeno da advocacia nacional. Saiu da função de advogada assistente na Alerj (2001 e 2003) para catapultar sua carreira e fundar, em 2004, o Escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados Associados, sociedade que mantém o maior número de causas milionárias em que o Estado do Rio de Janeiro, suas autarquias e fundações funcionam como parte ou contraparte.
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O ENRIQUECIMENTO DE CABRAL
Sérgio Cabral Filho vem de uma família de classe média baixa, nasceu no Engenho Novo e foi criado no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio. O pai, conhecido jornalista e crítico musical, se candidatou a vereador e foi eleito em 1982 e reeleito em 1988 e 1992. Cabral Filho se integrou à equipe do pai acabou nomeado diretor da TurisRio, no governo Moreira Franco.
Em 1990, pegou carona no nome do pai e foi eleito deputado estadual, tornando-se uma espécie de político-modelo. Recusou as mordomias da Alerj, não usava o carro oficial, dirigindo seu modesto Voyage. Defendia duas classes sociais: os jovens e os idosos, organizando os famosos bailes da Terceira Idade, primeiro no Clube Boqueirão do Passeio, depois no Canecão.  Fazia uma carreira impecável, trocou o PMDB pelo PSDB e tinha tudo para dar certo na política.
Até que se candidatou a prefeito do Rio, em 1992, e descobriu as famosas “sobras de campanha”. Foi quando começou a enriquecer. Reeleito deputado estadual em 1994, ligou-se a Jorge Picciani, que durante 6 anos foi primeiro-secretário da Alerj, no período em que Cabral presidiu a casa (1995-2007). Em 1994, foi novamente candidato a prefeito, amealhando “mais sobras de campanha”.
Em 1998, tinha declarado um patrimônio de R$ 827,8 mil, mas já dava demonstrações explícitas de enriquecimento ilícito. Ainda estava no PSDB, mas rompeu com o então governador Marcello Alencar, que o denunciou ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa (adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda de agente público), pela compra de uma mansão no condomínio Portobello em Mangaratiba, e de também de um luxuoso apartamento no Leblon.
Mas essa investigação foi arquivada pelo subprocurador-geral de Justiça Elio Fischberg, em 1999, porque Cabral alegou que fazia “consultoria política” para a agência do publicitário Rogério Monteiro, que lhe pagaria R$ 9 mil por mês, quantia insuficiente para justificar os elevados gastos de Cabral, mas o subprocurador parece que não eram bom em aritmética.
Em 1999, Cabral volta para o PMDB, e ainda como presidente da Alerj, se aproxima do então governador do estado, Anthony Garotinho, que o ajuda a se eleger senador em 2002, e depois o apóia na campanha para governador em 2006, com mais “sobras de campanha”.
Como governador, estrategicamente Cabral logo rompeu com seu protetor Garotinho, mas manteve o “reinado” de Arthur César Soares de Menezes Filho. E se ligou aos outros três mosqueteiros: Marcelo Mattoso de Almeida, o ex-doleiro que morreu sexta-feira pilotando o helicóptero na Bahia, o empreiteiro Fernando Cavendish, e o secretário Sergio Luiz Côrtes da Silveira. Com isso, foi aumentando desmesuradamente a fortuna, que já não dependia dos serviços de “consultoria” à agência do amigo Rogério Monteiro.
Hoje, o deslumbramento e o exibicionismo novo rico da família Cabral chega a tal ponto que uma foto publicada por O Globo esta terça-feira diz tudo. O filho de Cabral, Marco Antonio, aparece usando um relógio Rolex Oyster Perpetual Daytona de Ouro Branco, que custa nas melhores lojas do país a bagatela de R$ 50 mil. Não é preciso dizer mais nada.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Deputados se reúnem com Marco Maia e cobram votação da PEC 300

Um grupo de deputados do DEM se reuniu nesta quarta-feira (22) com o presidente da Câmara, Marco Maia, para pedir urgência na votação da Proposta de Emenda à Constituição que cria um piso salarial para policiais e bombeiros (PEC 300/08). Participaram do encontro o presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Mendonça Prado (SE), além dos deputados Ronaldo Caiado (GO), Onyx Lorenzoni (RS) e Pauderney Avelino (AM).

Mendonça Prado ressaltou que os profissionais de segurança esperam uma posição da Câmara até o dia 5 de julho e, a partir dessa data, prometem realizar manifestações públicas. O deputado pediu agilidade na votação da proposta pelo Plenário para evitar conflitos como o que ocorreu no Rio de Janeiro, onde mais de 400 bombeiros foram presos após protesto por aumento salarial.

“É preciso votar a matéria em segundo turno na Câmara para evitar manifestações e atos de revolta por parte dos policiais. Não é possível que um profissional de segurança em estados ricos ganhe apenas R$ 900. Esse é um salário indigno para quem arrisca a vida diariamente”, disse.

A PEC 300 foi aprovada em primeiro turno pelo Plenário da Câmara em julho do ano passado. No mês passado, o presidente da Câmara anunciou a criação de uma comissão especial para tentar conciliar o interesse dos profissionais com o dos governos estaduais. “Essa comissão especial é um equívoco”, criticou Mendonça Prado, que foi relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e na comissão especial que redigiu o texto final.

“O texto foi votado em primeiro turno, já passou por uma comissão especial, então essa história de [outra] comissão especial tem o objetivo apenas de protelar a discussão”, disse. “Esse processo chegou a um limite que nós não aguentamos mais. Os policiais estão se sentindo traídos pelo Parlamento.”
Já para o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), é preciso buscar um acordo na comissão especial antes de a proposta ser votada no Plenário. “Embora a PEC 300 tenha apoio maciço do Congresso, ainda existe uma posição dos governos estaduais. Nós temos que votar a lei que gera despesa, mas temos também que indicar de onde vem o recurso”, afirmou.

Senado aprova anistia para os bombeiros do Rio de Janeiro

Comissão do Senado aprova anistia para os bombeiros

Brasília - O projeto de lei de autoria do senador Lindberg Farias (PT-RJ) que concede anistia aos mais 400 bombeiros do Rio que foram presos depois de invadirem o Quartel-central foi aprovado, por unanimidade, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Com parecer favorável do relator, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o projeto de lei segue, agora, direto para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de passar pelo plenário do Senado.
foto materia principal

Só não tem dinheiro para a PEC 300/446!

CNJ aprova auxílio-alimentação para os juízes brasileiros
(22.06.11)

Por uma penada administrativa, os juízes de todo o País passarão a receber, além do salário - em média - superior a R$ 20 mil, auxílio-alimentação e poderão, ainda, vender e embolsar 20 dos 60 dias de férias a que têm direito anualmente. Mais: poderão obter licença remunerada para fazer cursos no exterior;  e licença não remunerada para tratar de assuntos pessoais.

O Conselho Nacional de Justiça aprovaram ontem (21) o texto de uma resolução que amplia as vantagens dos magistrados e permite o pagamento imediato desses privilégios pelos tribunais de todo o Brasil.

Os novos benefícios não têm respaldo da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), de 1979. Para conseguirem esses privilégios, os magistrados argumentaram que, pela Constituição, devem ter o mesmo tratamento garantido aos integrantes do Ministério Público. A Lei Orgânica do MP prevê essas regalias para os integrantes da carreira.

"O Conselho reconheceu uma pretensão justa da magistratura em geral", justificou o conselheiro Felipe Locke, relator do pedido de simetria entre juízes e integrantes do Ministério Público. "Essas são garantias diretas da Constituição. Não estamos inventando nada aqui", acrescentou Locke. Ele representa o Ministério Público no CNJ.

A equiparação era uma demanda antiga dos magistrados e levou a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) a ameaçar uma greve inédita da categoria. Além disso, os juízes pressionam o governo e o Congresso a aprovarem o aumento salarial de 14,79%. Por esse porcentual, o salário dos ministros do STF - referência para toda a magistratura - passariam dos atuais R$ 26.723 para R$ 30.675.

A Advocacia-Geral da União vai recorrer da decisão do CNH, argumentando que "os benefícios só poderiam ser garantidos aos juízes com a aprovação de uma lei específica pelo Congresso Nacional". (Com informações da Agência Estado).

terça-feira, 21 de junho de 2011

Denúncia na Capa do Jornal Extra‏

Caros colegas policiais, voces leram a Capa do Jornal Extra que traz uma denúncia absurda contra a Polícia Civil. Diz a capa de tal jornal:

"Policia Civil vai pagar a empresa R$3.200,00 por cada faxineiro".

  Resumindo, para pagar salário descente aos policiais e bombeiros o Estado do Rio de Janeiro não tem dinheiro, mas para pagar tal valor à empresa para cada faxineiro, o Estado tem dinheiro sim. Se cada faxineiro "vale" isso, imagina os surpevisores e outras funções...
Na realidade acho que os faxineiros somos nós!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

SALÁRIOS DA POLICIA DE MINAS GERAIS

Segue aí o novo reajuste para os Policiais Civis, Policiais Militares e Bombeiros de Minas Gerais!!!
Os valores sao sem quinquenio!!!
A cada quinquenio (5 anos de serviço) o Bombeiro ou Policial recebe mais DEZ por cento de aumento.
Ou seja um Soldado com dois quinquenios vai estar ganhando quase 5 mil reais!!!
Um Cabo 6 mil reais, Um Terceiro Sargento mais de 7 mil reais e por aí vai...
E aqui neste Estado???
Bilhoes de reais para fazer as obras superfaturadas dos estadios de Futebol tem!!!
Para dar um salario digno para nós, nossos filhos e familia nao tem não!!!!
Prender os Policias e Bombeiros que estao lutando por dignidade pode!!!
Dar um salario digno nao pode!!!
Queremos 4 mil de salario inicial para Soldado e Agente agora...igual a Minas Gerais!!!
Se em Minas Gerais pode, porque aqui nao pode!!!????

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Comissão sobre PEC 300 será instalada na semana que vem, diz Marco Maia.

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse nesta quarta-feira, 15/06/2011, que será instalada na semana que vem uma comissão especial para analisar propostas relacionadas a profissionais das áreas de segurança pública. Entre elas, as PECs 300/08 e 446/09, que criam um piso salarial nacional para os policiais dos estados; e 308/04, que cria as polícias penitenciárias federal e estaduais. O dia previsto para a instalação ainda será definido.
O presidente da comissão especial será o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que terá prazo de três meses para elaborar um relatório sobre as propostas. “Ele terá a responsabilidade de ouvir governadores, ouvir as entidades e buscar acordos e entendimentos que viabilizem a votação da PEC 300. A PEC prevê que o governo mandará um projeto regulamentando os seus artigos, então nós queremos adiantar o debate”, explicou Maia.

BOMBEIROS E O SERGIO CABRAL...‏

O movimento dos bombeiros que ganhou o apoio do povo do Rio de Janeiro tem vários vilões, a começar pelo governador Sérgio Cabral, que agindo como os ditadores, na certeza de que a mídia o protegeria, mandou tratar os bravos soldados do fogo como bandidos.

Mas ao fim de uma semana histórica não é apenas o governador Sérgio Cabral que está desmoralizado perante a esmagadora maioria da população. Outro personagem sai tão ou mais desmoralizado que o governador. Trata-se do comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio.

A história militar está cheia de exemplos gloriosos e vergonhosos, de comandantes que tiveram nas mãos o poder de decisão, e o usaram para o bem ou para o mal, e as conseqüências de suas escolhas mudaram o rumo dos acontecimentos.

O coronel Mário Sérgio teve nas mãos a oportunidade de ter saído consagrado como um herói e receber o respeito e a admiração de toda a tropa que comanda; a gratidão dos bombeiros; o reconhecimento da população. Bastava ter se recusado a cumprir a ordem absurda e inconseqüente de atacar os bombeiros, como se fossem bandidos. Mas faltou-lhe coragem.

É claro, sabemos que recebeu ordem de Cabral para empregar força máxima, para acabar com a ocupação imediatamente, a qualquer preço. Mas nessa hora poderia ter dito para Cabral: “Governador, eu não posso jogar a Polícia Militar contra os bombeiros. É preciso negociar.”. Mas não. Aceitou a ordem passivamente, preferiu preservar o cargo.

Na vida militar todos já devem ter ouvido a expressão: “Missão dada é missão cumprida”. Expressa a disciplina e a hierarquia. Mas o que aqueles que não são militares desconhecem é que também existe uma máxima nos quartéis, seja qual for a corporação militar: “Ordem absurda não é para ser cumprida”.

A mídia que no primeiro momento fez o jogo de Cabral e quis jogar a população contra os bombeiros, manipulou um fato importantíssimo ocorrido durante a ocupação. Foi o momento em que o coronel Mário Sérgio falou aos bombeiros dentro do Quartel Central. Todos viram na televisão um único trecho onde o comandante da PM aparece dizendo: “Peço aos senhores que vão para as suas casas...”. Mas não tiveram coragem de mostrar o início da fala, que, aliás, saiu nos jornais, lá no meio das matérias sem nenhum destaque, quando ele começou falando: “Não esperamos ter de agir de uma forma violenta” (vide reprodução de O Globo).

Que negociação é essa? Isso é diálogo? Uma fala que começa com uma ameaça do emprego de medidas violentas contra os bombeiros, num momento de tensão?

Mas agora prestem atenção para um detalhe importantíssimo que ninguém até hoje falou. O comandante da PM depois que saiu da reunião com Cabral e foi para o Quartel Central trocou a farda e colocou o uniforme preto do BOPE para falar com os bombeiros (vejam a foto acima). Isso é como se diz na linguagem popular “pintou-se para a guerra”. Por que motivo um comandante da PM troca a farda e coloca a do BOPE, se não for para passar um recado de que vai usar a força?

Na história, até na 2ª Guerra Mundial, entre as tropas nazistas, há exemplos de generais, alguns da confiança de Hitler, que na campanha militar da Rússia, quando sabiam que tinham perdido a batalha, se recusaram a cumprir a ordem insana de não recuar, porque sabiam que isso representava levar para a morte os seus comandados. Sabiam o que lhes esperava pela ousadia. Hitler mandou fuzilá-los, mas “não cumpriram a ordem absurda”. Morreram tendo o respeito dos soldados que comandaram.

O coronel Mário Sérgio preferiu manter o cargo e deu a ordem para o BOPE invadir. Não satisfeito, em mais uma ordem absurda para fazer média com o governador, tentou impedir a participação de policiais militares na manifestação histórica deste domingo. A reação da sociedade à ordem de obrigar todos os policiais militares, mesmo os de folga, a passarem o domingo no quartel foi tão grande, que 24h depois da ordem, deu a contra-ordem para não piorar a crise.

O coronel Mário Sérgio, pelo cargo que ocupa, recebe muitas medalhas, colares de mérito e outras condecorações. Pode colocá-las no peito ou numa moldura na parede. Mas pode passar o tempo que for que não será lembrado por nenhuma dessas homenagens. Escreveu seu nome na história da Polícia Militar, como o comandante que ordenou que policiais fossem usados contra bombeiros que apenas lutavam por condições dignas de trabalho. Para sempre será lembrado por escrever uma página vergonhosa na história da corporação bicentenária que é a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Podia ter feito tudo de forma diferente e entrar para história de maneira mais digna, mas faltou-lhe coragem.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bombeiros ameaçam voltar às ruas se governo não antecipar reajuste, que pode custar R$ 4,6 bilhões

Ana Cláudia Costa, Natanael Damasceno, Fábio Vasconcellos e Rafael Galdo
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RIO - Após uma manhã de reuniões, um grupo de deputados estaduais decidiu na segunda-feira acrescentar duas emendas à proposta de antecipação salarial de 5,58% para o Corpo de Bombeiros, enviada pelo governador Sérgio Cabral à Alerj, na tentativa de contornar a crise na corporação. As mudanças feitas pelos parlamentares estabelecem que os aumentos parcelados de 1% ao mês, fixados pelo governo até o fim de 2014, serão concedidos imediatamente. Outra medida determina que a categoria terá ainda um aumento complementar de 33%, totalizando um piso de R$ 2.300. Se apenas a proposta de antecipação for aprovada, o impacto imediato nos cofres do estado pode chegar a R$ 4,6 bilhões, já que outras categorias, como policiais militares da ativa, aposentados e pensionistas, além dos policiais civis, também cobram o benefício. No fim do dia, os líderes do movimento dos bombeiros, entre eles Benevenuto Daciolo, ameaçaram voltar às ruas caso as reivindicações não sejam atendidas.
Também na segunda, a Justiça Militar recebeu a denúncia do Ministério Público estadual contra os 429 bombeiros e dois policiais militares presos no último dia 4, após a invasão do Quartel-Central da corporação. Os militares vão responder na esfera penal pelos crimes de motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais, e em estabelecimentos militares.
Nesta terça-feira, os deputados que negociam uma saída para a crise pretendem discutir as mudanças com a base do governo. A negociação não será fácil. O impacto total nas contas do estado é o equivalente ao orçamento da Secretaria estadual de Saúde previsto para este ano, que é de R$ 4,7 bilhões. Se for aprovada apenas para os bombeiros, a antecipação causará um impacto de R$ 1 bilhão. O governo do estado não quis comentar as propostas.
O adiantamento que o governador ofereceu não contempla a proposta original do grupo. Por isso estamos apresentando essas emendas. Isso aproxima mais o texto do que os bombeiros reivindicam
Outra mudança apresentada pelos deputados à mensagem do governador determina que os bombeiros passem a receber vale-transporte. Para todas as propostas, a Alerj não definiu quais serão as fontes de recurso.
— O adiantamento que o governador ofereceu não contempla a proposta original do grupo. Por isso estamos apresentando essas emendas. Isso aproxima mais o texto do que os bombeiros reivindicam — disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL).

Proposta é inviável, diz líder do governo
De acordo com o líder do governo, deputado André Corrêa (sem partido), a proposta dos deputados a favor dos bombeiros é inviável:
— Quem coloca uma proposta dessas não quer uma solução. E não conhece o mínimo de orçamento e finanças, pois essa proposta quebraria o estado.
Quem coloca uma proposta dessas não quer uma solução. E não conhece o mínimo de orçamento e finanças, pois essa proposta quebraria o estado
Corrêa afirmou que, apesar do descontentamento dos bombeiros, o governo vem dando sinais de que quer encerrar a crise da melhor forma possível.
— Conseguimos fazer um esforço para garantir os R$ 323 milhões necessários para a antecipação do reajuste programado para este ano. E estamos falando de um reajuste significativo, que vai garantir só este ano mais de 11% a todas as forças de segurança. Isso é o dobro da inflação — argumentou o líder do governo.
Corrêa lembrou ainda a proposta do governo que modifica a destinação dos recursos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom). O governo pretende utilizar 30% do fundo para pagar gratificações à categoria. A proposta anunciada pelo governador no fim de semana não surtiu efeito entre os bombeiros. Líderes do movimento informaram que não a aceitam, já que as gratificações não respeitam a hierarquia de patentes militares, tampouco são incorporadas ao salário. Segundo o capitão Lauro Botto, o fundo não foi criado para dar aumentos aos militares, mas para custear a manutenção dos equipamentos dos bombeiros.
Líderes dos manifestantes se reúnem com deputados na Alerj para discutir reivindicações salariais e pedir anistia para os que foram presos após a invasão do QG (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)
O presidente da Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar e dos Bombeiros, Miguel Cordeiro, lembrou que a legislação impede que a Alerj dê reajustes apenas a uma categoria militar — no caso, os bombeiros. Assim, caso a assembleia aprove antecipação do aumento, a medida abrangeria também os PMs.
— Essa reivindicação de antecipação é dos bombeiros e dos policiais militares também. Além disso, ela beneficiaria automaticamente os policiais aposentados.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sinpol), Fernando Bandeira, afirmou ver com bons olhos a proposta de antecipação dos reajustes. No acordo firmado ano passado com o governo, policiais civis também foram beneficiados com aumentos mensais até 2014. Os delegados, contudo, já tinham conseguido os reajustes em 24 parcelas, ou seja, até 2012.
— Essa emenda é muito boa. É um reajuste imediato. Logicamente, se for aprovada, nós vamos querer também. Mas a questão da Polícia Civil não é só salarial, queremos outras melhorais e já as apresentamos ao secretário de Segurança — disse Bandeira.
A questão da Polícia Civil não é só salarial, queremos outras melhorais e já as apresentamos ao secretário de Segurança
A proposta do governo de modificar a utilização do Funesbom foi apresentada após reportagem do GLOBO mostrar, domingo, que os recursos estão sendo usados para construção de pontes e pavimentação de ruas. Em 2010, o governo retirou R$ 12,7 milhões do fundo para realizar obras no interior do estado. O Funesbom, que administra os recursos da taxa de incêndio, é utilizado também para bancar viagens de bombeiros ao exterior. Este ano, o comando da instituição aprovou a utilização de R$ 624 mil para o pagamento de diárias de oficiais nos Estados Unidos e na Europa.
Na reunião na Alerj, participaram também os deputados Janira Rocha (PSOL), Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), Paulo Ramos (PDT), Flávio Bolsonaro (PP), Wagner Montes (PDT) e Clarissa Garotinho (PR).

domingo, 12 de junho de 2011

Deputado acredita em aprovação tranquila da anistia para os bombeiros

O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) disse acreditar que não haverá dificuldade de aprovar o projeto de lei de iniciativa popular com objetivo de anistiar os bombeiros rebelados, uma vez que ele seja colocado em pauta na Assembleia Legislativa. Ele é um dos parlamentares presentes à passeata promovida pelos bombeiros manifestantes na orla de Copacabana na manhã deste domingo, onde estão sendo recolhidas assinaturas para a criação do projeto.
- Eu acredito que assim que o governador mandar para a Alerj a proposta de aumento salarial de 5,6% para os militares, a discussão desse projeto vai ajudar a distencionar também a discussão da anistia.

OBS: O Deputado Luiz Paulo se equivocou a dizer que o Governador vai encaminhar a Alerj a proposta de aumento salárial de 5,6 %, quando, na realidade, o que vai acontecer e a antecipação de reajuste ja concedido em 48 parcelas, ou seja, o governador vai antecipar seis destas parcelas e não dar aumento, como foi dito!

Protesto dos bombeiros no Rio atrai cerca de 27 mil.

Thamine Leta Do G1 RJ
 
O protesto dos bombeiros realizado na orla Copacabana, na Zona Sul do Rio, neste domingo (12), atingiu a marca de 27 mil participantes, de acordo com informações da tenente-coronel Claudia Lovain, comandante da 19ª DP (Copacabana). Ainda segundo a comandante da PM, 150 policiais trabalham no policiamento, espalhados ao longo da orla, mas não houve registro de confusão no evento.
Milhares de pessoas compareceram à manifestação para apoiar os bombeiros, que pedem melhores salários e anistia dos agentes que haviam sido presos. Os integrantes da corporação também aproveitaram o evento para agradecer o apoio da população.
"A passeata superou todas as expectativas, é indescritível. Nunca vimos nada assim. A partir de amanhã (segunda-feira, 13) vamos começar a conversar, para decidir os próximos passos", disse o capitão do Corpo de Bombeiros, Lauro Botto.
"Amanhã, às 10h30, estaremos na Alerj para uma reunião com o deputado Freixo. Através dele, vamos tentar chegar ao Paulo Melo para que ele tente um contato entre nós e o governador Sérgio Cabral", explicou o cabo Benevenuto Daciolo. Segundo ele, todos os bombeiros que estavam presos foram libertados até a noite de sábado (11).
A marcha dos bombeiros durou cerca de 3h. Os manifestantes chegaram ao Posto 6 da Orla de Copacabana por volta das 14h30, onde cantaram o hino nacional.
Protesto bombeiros (Foto: Thamine Leta/G1)A aposentada Zuleide Gomes prestou apoio, assim como moradores da orla (Foto: Thamine Leta/G1)
Protesto bombeiros (Foto: Thamine Leta/G1)'Eles são nossos heróis', diz Hyna Carvalho, com
a família no protesto (Foto: Thamine Leta/G1)





Moradores apoiam os bombeiros
"Eles são nossos heróis, tínhamos que estar aqui", diz a dona de casa Hyna Carvalho, acompanhada do marido e da filha. Muitos moradores da orla de Copacabana atenderam aos pedidos dos bombeiros e penduraram bandeiras vermelhas em suas janelas.
"Eu tenho um primo que é bombeiro no Sul do Brasil. Vim representando ele, era minha obrigação. É muita emoção participar de um ato desses", contou a aposentada Zuleide Gomes.
saiba mais

O bombeiro argentino Mathias Montecchia chegou há uma semana no Rio para apoiar os bombeiros durante os últimos protestos. Exibindo seu contracheque, ele conta que ganha 7 mil pesos em seu país, o que equivale a cerca de R$ 2.700,00. "Eu vim apoiar, não é possível um herói ganhar o que eles ganham. Na Argentina eu ganho muito mais", disse.
Balões vermelhos
A manifestação começou a reunir público por volta das 9h, concentrado em frente ao hotel Copacabana Palace. A marcha teve início depois que representantes dos bombeiros libertados na última sexta-feira e seus familiares soltaram centenas de balões vermelhos na Praia de Copacabana, representando vidas salvas por meio do trabalho na corporação.
Bombeiros em Copacabana2 (Foto: Thamine Leta/G1)Bombeiros e seus familiares soltaram centenas de balões vermelhos no ar (Foto: Thamine Leta/G1)
Na última sexta, mais de 400 bombeiros foram libertados do quartel de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, e foram recebidos por amigos e familiares na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, no Centro da cidade.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bombeiros finalmente são libertados, apos anuncio de aumento de mentirinha por Cabral

Jornais anunciam aumento de salário para Bombeiros e proficionais da segurança, quando, na realizade, não houve aumento nenhum. O que Cabral fez foi, apenas, antecipar seis dos quarenta e oito meses de parcelamento do reajuste já concedidos. Os Bombeiros queriam um salário líquido de R$2.000,00 mas só vão ganhar este salário (bruto) de dois mil em 2014.

RIO - A falta de documentação que deveria constar no local da prisão dos bombeiros e a inadequação das instalações onde eles são mantidos foram os argumentos relevantes para que a Justiça concedesse na madrugada desta sexta-feira habeas corpus para a libertação dos 537 bombeiros presos no Rio, em razão da invasão do Quartel Central da corporação. O número é o que consta no pedido feito pela defesa dos militares, mas os bombeiros falam em 439 presos. Ao anular a decisão da juiza Ana Paula e determinar o relaxamento da prisão dos militares, o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, que estava no plantão judiciário da 2ª Instância do tribunal fluminense, afirmou:

"É notório que o estado não dispõe de estabelecimentos adequados para manter presos, de forma digna, mais de quatrocentos militares. Sabe-se que muitos estão presos em quadra de esportes ou em espaços reduzidos que não foram preparados para receber militares presos. As péssimas condições dos locais onde são mantidos os presos é fato relevante que será levado em consideração na apreciação do pedido de liminar. Quanto à manutenção da prisão e a sua adequação aos princípios, valores, direitos e garantias constitucionais que tutelam a liberdade, verifico que há necessidade de revisão da decisão atacada", explicou o magistrado.
O habeas corpus foi pedido pelos deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e Doutor Aluizio (PV-RJ) em razão do indeferimento, pela Auditoria da Justiça Militar, do pedido formulado pela Defensoria Pública. Os deputados foram para o quartel de Charitas, em Niterói, onde está a maioria dos presos, para comunicar a familiares dos detidos a decisão da Justiça. Há bombeiros presos ainda no hospital da corporação, no quartel do Méier e no Grupamento Especial Prisional, em São Cristóvão.
Segundo o desembargador, os militares presos cometeram um erro e devem pagar na forma da lei, mas, para ele, o Poder Judiciário, em episódios muito mais graves e em crimes com maior potencial ofensivo, assegurou aos acusados o direito de responder em liberdade.

"Não é justo, com eles e com suas famílias, que sejam rotulados, de forma prematura, como criminosos. Mantê-los na prisão, além do necessário, não é justo. Não é razoável manter presos bombeiros que são acusados de terem cometido excessos nas suas reivindicações salariais. Não é razoável privar a sociedade de seu trabalho e transformar seu local de trabalho em prisão", fundamentou o desembargador.

Para o magistrado, a avaliação de todos os aspectos mencionados indica que a prisão em flagrante já cumpriu seu objetivo. "Sua manutenção, no caso em exame, fere a Constituição". Segundo o desembargador, não há que se supor que a concessão da liberdade vá gerar, para os beneficiários da medida, estímulo à prática de novas infrações. "Os que não foram presos certamente não repetirão os atos de desordem diante do risco de novos processos e de novas prisões", destacou. As providências para cumprimento da decisão deverão ser tomadas pela Auditoria da Justiça Militar.

A informação sobre o habeas corpus movimentou o acampamento dos militares que estão desde sábado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os bombeiros comemoraram com gritos, abraços e muitas flexões a libertação dos colegas presos. Eles também fizeram um grande abraço e uma oração em agradecimento. A categoria agora espera a anistia dos 439 presos, para que nenhum deles responda a processo administrativo ou criminal dentro da corporação.

Clima de comemoração no quartel

O clima é de comemoração no pátio do quartel de Charitas. Avisados de que seriam libertados, os bombeiros ficaram em formação militar, se abraçaram, rezaram e cantaram os hinos da corporação e o nacional. Em seguida, fizeram dez flexões e agradeceram muito aos moradores do prédio que fica nos fundos do quartel, jogando balas e biscoitos para as crianças moradoras dos condomínio. Segundo a dona de casa Rosângela dos Santos Pires, nos primeiros dias, os moradores do condomínio chegaram a jogar colchonetes, roupas e comida para os soldados, que estavam, de acordo com ela, sem qualquer assistência.
- Os bombeiros estavam dormindo no pátio, uns por cima dos outros. Só depois que começamos a ajudar é que chegou assistência para eles - contou a moradora, uma das muitas que pendurou uma faixa vermelha na janela do condomínio para apoiar o manifesto.

Familiares dos bombeiros presos no Quartel de Charitas começam a chegar à unidade na manhã desta sexta-feira na expectativa da soltura dos militares. Em São Cristóvão, onde estão oito presos, também háparentes dos militares. Entre os presos na unidade da Zona Norte do Rio, está o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento.

Ainda nesta sexta, assim que os militares deixarem o quartel em Niterói, eles irão para a Alerj se juntar aos bombeiros que estão acampados para agradecer à população. Depois, todos retornarão para suas casas, pondo fim ao acampamento.

Um dos líderes do movimento dos bombeiros, o cabo Laércio Soares, disse, em frente à Alerj, que a passeata de domingo, na Praia de Copacabana, agora também será de agradecimento à população, que apoiou a classe durante todos os dias de luta pela libertação dos militares presos.
Um grupo de pescadores que foi à Urca, na manhã desta sexta, para fazer uma barqueata em apoio aos bombeiros não desistiu do protesto mesmo depois de receber a notícia de que os 439 presos serão libertados. Cerca de 15 embarcações seguirão até Jurujuba, em Niterói, onde a maioria dos bombeiros está detida. Os barcos foram enfeitados com faixas vermelhas e cartazes de apoio ao movimento.

Na quinta-feira, atendendo a reivindicações dos bombeiros, o governador Sérgio Cabral anunciou a criação da Secretaria de Estado de Defesa Civil, tendo como titular o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões . Em nota, ele também afirma que vai antecipar de dezembro para julho os seis meses de reajustes salariais de 5,58% para bombeiros, policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários.
Apesar das medidas adotadas pelo governo, o cabo Laércio Soares, um dos representantes do movimento dos bombeiros, disse na tarde de quinta-feira que a categoria não iria recuar das escadarias da Alerj nem das manifestações enquanto os presos não fossem libertados e as punições e sanções fossem canceladas. A libertação determinada pela Justiça abre caminho para novas negociações.

Policiais militares do Batalhão de Choque são repreendidos por usar vermelho

Cerca de 30 policiais militares do Batalhão de Choque tiveram a saída do plantão retardada na manhã desta sexta-feira em cerca de uma hora e meia porque usavam camisas vermelhas. O grupo, que deixaria o plantão às 8h foi chamado ao alojamento pelo comandante do batalhão, coronel Waldir Soares.

Segundo os policiais, o comandante disse que eles não poderiam usar vermelho para não associar a imagem do batalhão ao movimento dos bombeiros. Ele também os proibiu de sair em grupo da unidade.

Durante o discurso, ainda de acordo com os agentes, o coronel teria ameaçado de forma velada a transferência de quem utilizasse vermelho. O coronel teria dito que poderia conferir detalhadamente a produtividade de cada policial e ver que ela não estava condizente com o batalhão para, então, transferí-los. O grupo sairia do batalhão às 8h, após um serviço de 24h, mas só foi liberado às 9h30m, e gradualmente.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Professores da rede estadual do Rio entram em greve por tempo indeterminado

RIO - Os professores da rede estadual de educação entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia na tarde desta terça-feira (7). No total, são cerca de 1,2 milhão de alunos nas 1.652 escolas fluminenses, com 80 mil funcionários. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), cerca de 60% dos profissionais já aderiram ao movimento. Protestos e debates estão programados para os próximos dias.

SERÁ QUE A POLÍCIA CIVIL VAI FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS ESPERANDO SENTADO?!!!

Cenário econômico pode explicar a multiplicação de greves por todo país.

Greves se multiplicam por todo o país. Funcionários públicos, da iniciativa privada e até bombeiros fizeram uma paralisação. O que está acontecendo? Qual é a explicação?
O Bom Dia foi ouvir especialistas, e eles explicaram que há uma perigosa mistura entre inflação, economia aquecida e falta de mão de obra. Em alguns casos, a reivindicação por melhores salários resultou em protesto e tumulto.
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Na greve dos bombeiros do Rio de Janeiro, foi o país que parou para assistir. A invasão do quartel e o confronto com a polícia foi o extremo de uma negociação de meses com o estado que nunca caminhou para o acordo. Salário é a reivindicação, a mesma de todas as outras categorias em greve.
Na Região Metropolitana de Curitiba, os funcionários da fábrica da Volks não trabalham há 33 dias. Mais de 19 mil veículos deixaram de ser produzidos: um prejuízo de R$ 800 milhões, na maior paralisação da história da montadora.
Na Bahia, são cinco mil professores parados nas quatro universidades estaduais. Os estudantes estão sem aula há mais de dois meses.
Em Minas Gerais, é a Polícia Civil que protesta. Investigadores, escrivães, detetives e delegados não trabalham em 80% das delegacias desde o dia 10 de maio.
Na semana passada, em São Paulo, os sindicatos pararam algumas linhas de trens da CPTM e os ônibus da região do ABC, o que gerou um caos para quem dependia de transporte público.
O cenário econômico pode explicar todas essas greves - mercado de trabalho aquecido com falta de profissionais qualificados, crescimento menor e inflação que pesa dos dois lados corrói o salário dos trabalhadores e a lucratividade das empresas.
O coordenador nacional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), José Silvestre, que acompanha o ganho dos salários de 2004 para cá explica que os empregados pressionam porque se sentem seguros.
“Toda vez que você tem uma economia crescendo e que você tem um mercado de trabalho também aquecido, isso significa uma segurança maior para o trabalhador, porque essa economia crescendo gera maiores oportunidades e gera também uma disputa e uma competitividade entre as empresas para segurar os seus profissionais mais qualificados”, afirma o pesquisador.
Do outro lado da mesa, os empresários pesam os reajustes salariais de anos anteriores, os impostos e o aumento no preço das matérias-primas e energia elétrica.
“As pesquisas estão indicando que tanto a produtividade quanto a rentabilidade das empresas estão caindo. Ou seja, há uma certa ilusão de que o mercado de trabalho pode ser favorecido porque o consumo é alto”, aponta o especialista em relações do trabalho José Pastore.
Para o especialista em mercado de trabalho, a situação pode se complicar ainda mais no segundo semestre. “Nós temos categorias muito grandes e muito bem organizadas que entram em negociação, como é o caso dos bancários, dos petroleiros, dos metalúrgicos. Esperemos que a inflação recue e que o bom senso volte do lado dos dois parceiros para poder manter uma negociação que seja mais racional e mais civilizada”, declara José Pastore.
Analistas de mercado apontam expectativas de inflação em 2011 de 6,22%, índice que está bem acima da meta do governo, que é de 4,5%.
Fonte: G1 - Globo.com / Bom Dia Brasil

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SIMP de Pelotas apoia luta dos bombeiros do Rio de Janeiro

O Sindicato dos Municipários de Pelotas torna público o apoio da luta dos Bombeiros do Rio de Janeiro, parabenizando-os pelo movimento e combatividade, movimento este que, além de legítimo, deve inspirar os trabalhadores de todo o país. Afirmamos que esta lógica que busca criminalizar a luta dos Bombeiros nada difere da que criminaliza a luta organizada de todos os trabalhadores.
Os Bombeiros do Rio de Janeiro demonstram grandeza e cidadania ao se organizarem e lutar pelos seus direitos, pois esta atitude tem como essência a defesa da qualidade da instituição que contraria o sucateamento proposto e encaminhado pelo governador Sérgio Cabral.
Por fim, entendemos como criminosa a postura do Governo do RJ, que além de não garantir os avanços necessários reivindicados pelos Bombeiros assume uma posição fascista prendendo os manifestantes. Por isso convocamos todos os movimentos sociais a pressionar, exigindo a liberdade dos manifestantes.
Concluímos assim afirmando que estes lutadores são heróis, pois não se calam diante da bandidagem que representa o autoritarismo do governo Sérgio Cabral e sua lógica de sucateamento e arrocho dos serviços públicos.
VIVA A LUTA DOS BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO!!!
LIBERDADE PARA OS BOMBEIROS PRESOS!!!
SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE PELOTAS – SIMP
Fonte: SIMP/Pelotas

Associação anuncia caravanas de vários estados para apoiar bombeiros presos no Rio

E agora Cabral?
RIO - O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF), deputado distrital Patrício (PT), que também preside a Associação Nacional de Praças (Anaspra), afirmou que estão sendo organizadas caravanas de bombeiros de diversos estados do país para se solidarizar com os militares presos no Rio de Janeiro. Em discurso em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde estão concentrados desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira centenas de bombeiros e parentes, o chefe do Poder Legislativo do DF pediu que o governador do Rio, Sérgio Cabral, revogue a decisão que mantêm presos 439 bombeiros que invadiram o quartel central da corporação na última sexta-feira.
"Em todos os estados onde houve manifestação de policiais e bombeiros aconteceram prisões, a exemplo do Rio de Janeiro. Mas, em todos os casos, o governador teve que voltar atrás. A partir de quarta-feira [8], nós começaremos a mobilizar policiais militares e bombeiros do Brasil inteiro. Vamos mandar caravanas para o Rio de Janeiro e vamos negociar com o governador. Porque esta não é mais uma questão do Rio, é uma questão do Brasil", disse em discurso o deputado Patrício.

sábado, 4 de junho de 2011

Cabral exonera comandante dos Bombeiros

Herois que salvam nossas vidas diariamente, seja apagando incendios em nossas casas, seja retirando alguem que caiu em um buraco, seja desenterrando corpos em catastrofes como a que aconteceu na região serrana do Rio, seja salvando vidas em acidentes de transito; Herois para tudo isso recebem de salário para sustentarem suas familias mizeros R$900,00, são chamados pelo Governdor de "amotinados irresponsáveis"!

Rio - O governador do Rio, Sérgio Cabral, exonerou o então comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Pedro Machado. Em seu lugar, assume o cargo o Coronel Sérgio Simões, atual subsecretário Municipal de Defesa Civil do município do Rio.

Na entrevista coletiva, concedida no Palácio Guanabara, residência oficial do Governo do Estado, Cabral chamou os manifestantes de "amotinados irresponsáveis". Segundo ele, os bombeiros envolvidos na invasão ao Quartel-Central não representam a corporação e vão responder administrativamente e criminalmente pelo ocorrido.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Bope invade quartel ocupado pelos Bombeiros na manhã de sábado | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
"Foram eventos completamente inaceitáveis do que representa o respeito às instituições. Trata-se de um grupo de vândalos irresponsáveis, que não irão de forma alguma prejudicar a imagem de uma instituição tão querida da população", afirmou o governador, que disse ainda que os investimentos em seu governo foram os maiores das últimas quatro décadas. (palavras do Governador que, infelizmente, nos elegemos).

Polícia Militar invade quartel ocupado por bombeiros no Centro.

Rio - O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) invadiu, por volta das 6h deste sábado, o quartel do Comando-Geral dos Bombeiros, na Praça da República, Centro do Rio. O local está ocupado desde a noite de sexta-feira por dezenas que manifestantes que reivindicavam aumento salarial, vale-transporte e melhores condições de trabalho. Para entrar no local, a PM usou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.  Pouco antes, foram ouvidos barulho de disparos de armas de fogo vindos do interior do quartel.

O quartel está cercado por carros e policiais dos batalhões de Choque e da Cavalaria da Polícia Militar desde o início da noite de sexta. Mais cedo, o porta-voz dos bombeiros havia dito que os manifestantes ficariam no local até que suas exigências fossem atendidas.

A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil informou em nota na noite de sexta que os manifestantes serão presos por "invadir órgão público, agredir um coronel e desrespeitar o regulamento de conduta dos militares".

O governador Sérgio Cabral vai se reunir com equipe do governo nesta manhã, no Palácio Guanabara, e dará entrevista à imprensa sobre a conduta de manifestantes e a ação do estado ainda nesta manhã.

Bombeiros invadem Quartel-Central

Trezentos manifestantes penduraram faixas de protesto em carros de combate a incêndio

Rio - Trezentos bombeiros que protestavam por melhores salários e condições de trabalho invadiram o Quartel-Central da corporação, na Praça da República, sexta-feira à noite. Eles penduraram faixas de protesto nos veículos de combate a incêndio, impedindo os que estavam de serviço de sair para trabalhar. Manifestantes agrediram o comandante do Batalhão de Choque, coronel Waldir Soares Filho, que foi ferido na perna.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
“Agora a briga é com a PM”, avisou o comandante-geral, Mário Sérgio Duarte, ao saber da agressão. Ele foi ao pátio da corporação com colete a prova de balas e bloqueou com carro a saída do QG. Por volta das 22h, alertou que todos seriam presos se não deixassem o quartel. Mário Sérgio prendeu o ex-corregedor da PM coronel Paulo Ricardo Paul, que apoiava o protesto. O secretário de Saúde e Defesa Civil do estado, Sérgio Côrtes, decidiu antecipar para hoje a volta dos EUA ao Rio.
MULHERES DE ESCUDO
PMs do Batalhão de Choque, do 3º BPM (Tiradentes) e a cavalo cercaram o prédio. Quase 2 mil ficaram do lado de fora gritando palavras de ordem com ajuda de carro de som. Na tentativa de evitar que as tropas usassem a força para dispersá-los, manifestantes atravessaram um caminhão da corporação entre o pátio e o portão e montaram cordão de isolamento com mulheres.
Às 19h30, os bombeiros forçaram o portão, se sentaram no pátio e avisaram que só sairiam após negociar com o governador Sérgio Cabral, o vice, Luiz Fernando Pezão, ou o comandante-geral dos bombeiros, coronel Pedro Machado. Mas, por volta das 22h10, dezenas de manifestantes começaram a deixar o quartel.
Guarda-vidas querem R$ 2 mil
Os protestos de guarda-vidas começaram no mês passado, com greve que durou 17 dias e levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo revogada pela Justiça.

Eles voltaram às ruas com apitaço e fogos de artifício. À tarde, pelo menos três mil protestaram na escadaria da Assembleia Legislativa (Alerj).
Um dos líderes do movimento, cabo Benevenuto Daciolo, explicou que eles voltaram às ruas porque até agora não teriam recebido contraproposta do estado sobre a reivindicação de aumento do piso mínimo para R$ 2 mil. Segundo ele, os guarda-vidas recebem cerca de R$ 950.

CARTA DE UM AMERICANO A UM BRASILEIRO... PURA VERDADE.. SOMOS UM POVO DE BANANAS !!‏

“Caros amigos brasileiros e ricaços’”,


Vocês brasileiros pagam o dobro do que os americanos pagam pela água que consomem.

Embora tenham água doce disponível, aproximadamente 25% da reserva mundial de água Doce está no Brasil.
Vocês brasileiros pagam 60% a mais nas tarifas de telefone e eletricidade. Embora 95% da produção de energia em seu país seja hidroelétrica (mais barata e não poluente).

Enquanto nós, pobres americanos, somente podemos pagar pela energia altamente poluente, produzidas por usinas termelétricas à base de carvão e petróleo e as perigosas usinas Nucleares.
E por falar em petróleo...

Vocês brasileiros pagam o dobro pela gasolina, que ainda por cima é de má qualidade, que acabam com os motores dos carros, misturas para beneficiar os usineiros de álcool. Não dá para entender, seu país é quase auto-suficiente em produção de petróleo (75% é produzido aí) e ainda assim tem preços tão elevados. Aqui nos EUA nós defendemos com unhas e dentes o preço do combustível que está estabilizado há vários anos US$ 0,30 ou seja R$ 0,90. Obs.: gasolina pura, sem mistura.
E por falar em carro...

Vocês brasileiros pagam R$ 40 mil por um carro que nós, nos EUA, pagamos R$ 20 mil. Vocês dão de presente para seu governo R$ 20 mil para gastar não se sabe com que e nem aonde, já que os serviços públicos no Brasil são um lixo perto dos serviços prestados pelo setor público nos EUA. Na Flórida, caros brasileiros, nós somos muito pobres; o governo estadual cobra apenas 2% de imposto sobre o valor agregado (equivalente ao ICMS no Brasil, e mais 4% de imposto federal, o que dá um total de 6%.

No Brasil vocês são muito ricos, já que afinal concordam em pagar 18% só de ICMS.
E já que falamos de impostos.
Caro amigo brasileiro, quando você me contou que pagou R$ 2,500.00 pelo seguro de seu carro, aí sim, eu confirmei a minha tese: vocês são podres de rico!!!!!!!!

Nós nunca poderíamos pagar tudo isso por um simples seguro de automóvel. Por meu carro grande e luxuoso, eu pago US$ 345,00. Quando você me disse que também paga R$ 1.700,00 de IPVA pelo seu carro, não tive mais dúvidas. Nós pagamos apenas US$ 15,00 de licenciamento anual, não importando qual tipo de veiculo seja. Afinal, quem é rico e quem é pobre?

Aí no Brasil 20% da população economicamente ativa não trabalha. Aqui, não podemos nos dar ao luxo de sustentar além de 4% da população que está desempregada.
Não é mais rico quem pode sustentar mais gente que não trabalha???

Comentários:
Caro leitor, estou sem argumentos para contestar este ianque. Afinal, a moda nacional brasileira é a aparência. Cada vez mais vamos nos convencendo de que não é preciso ser, basta parecer ser. E, afinal, gastando muito, a gente aparenta ser rico. Realmente é difícil comparar esta grande nação chamada EUA que desde o seu descobrimento teve uma colonização de povoamento, com nosso país que foi colônia de exploração por mais de 300 anos, com nossas riquezas sendo enviadas para Portugal. E hoje ainda sofremos com essa exploração, só que dos próprios governantes que pilham e enviam nossas riquezas para suas contas bancárias em paraísos fiscais. E não fazemos nada para promover uma mudança radical de atitudes, conceitos e afirmação de nossa dignidade. Precisamos sair deste comodismo que estamos vivendo ou o sonho do País do futuro será apenas um ideal na boca dos demagogos que estão no poder.
Assina: Alexandre Garcia

CONCLUSÃO:

“Não se trata de sermos um país rico, mas sim de uma República de BANANAS!!!!!!!!!!!!!!”

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Leiam esta notícia contada de outra forma, e reflitam se não é verdade?!?!?!

"SE" A POLICIA TIVESSE CHEGADO ANTES, TERIA ACONTECIDO ISSO:

Se os PMs tivessem chegado mais rápido, a notícia seria assim. Lição de hipocrisia popular e oficial.
 
Corram que a Polícia vai à Escola.
Dia 07 de abril de 2011 às 08h, policiais ao passar em frente a Escola Tasso de Oliveira no bairro Realengo, Rio de Janeiro/RJ, foram informados por um funcionário sobre a entrada de um elemento suspeito e armado. Os policiais imediatamente entraram na escola. Segundo informações do policial (sargento da PM Márcio Alves) o suspeito foi abordado quando este estava prestes a entrar em uma das salas de aula. Ao ouvir o chamado do policial, o elemento sacou uma arma da cintura. Imediatamente o policial atirou na direção do mesmo ferindo-o mortalmente. O barulho do disparo provocou pânico nas salas de aulas e no corre-corre alguns alunos sofreram contusões leves devido a choques com as carteiras escolares e em outros alunos.
A direção da escola e professores protestaram contra ação precipitada do policial que disparou a arma num ambiente escolar levando risco as crianças.
Ouvida pela imprensa, uma professora declarou não ter ouvido a ordem do policial ao rapaz antes do disparo e que o rapaz (Wellington Menezes, de 23 anos) tinha sido estudante da escola e era conhecido por alguns estudantes e professores da escola. O jovem assassinado pelo policial era morador da comunidade e segundo os vizinhos era um rapaz calmo, de poucos amigos, trabalhava e frequentava uma igreja local. O vigilante da escola disse que o rapaz o tinha informado que estava na escola para dar uma palestra sobre segurança, porém a direção da escola não confirmou o agendamento dessa palestra. O rapaz assassinado era órfão, morava só e tinha apenas uma irmã adotiva que mora em outra residência. O líder comunitário local se disse indignado pela ação truculenta e irresponsável da polícia que tem dirigido a classe pobre e negra da comunidade as consequência brutais do seu despreparo. A irmã de Wellington entrou hoje com uma ação indenizatória pelo assassinato do único irmão. Disse ainda que a ação não se justificava pelo dinheiro e sim pelo protesto perante a justiça da perda de seu ente querido. A OAB e entidades de Direitos Humanos estão articulando ações para responsabilizar o policial bem como a cúpula da Polícia Militar pelo episódio. A polícia Militar informou que os três policiais que participaram da ação foram afastados do serviço externo e o policial que efetuou o disparo prestará depoimento ao tribunal militar e após julgamento, o policial poderá ser punido com advertência, suspensão, prisão ou expulsão, conforme previsto no código militar. A cúpula da Polícia Militar lamenta o ocorrido e ressaltou o esforço que tem desprendido em treinamento baseado em cursos, palestras e práticas, no sentido de prover o policial  da qualificação que a população exige e merece receber do seu pessoal. Em secção conjunta da Câmara dos Deputados e Senado, políticos da situação e oposição cobraram do Ministério da Segurança uma posição mais enérgica na cobrança a Polícia Militar da redução do índice de violência promovida pelo órgão, cujo documento encerra com a frase: ? afinal, eles são remunerados para dar segurança a população.?.