



Policiais e bombeiros fazem protesto no Rio e ameaçam entrar em greve.
Categorias reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
Protesto reuniu cerca de 5 mil pessoas neste domingo (29), segundo a PM.
Policiais civis, militares e bombeiros realizaram neste domingo (29) uma manifestação na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol-RJ), as categorias reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
A Polícia Militar informou que o grupo vai aguardar quais medidas serão tomadas pelo governo. Caso as reivindicações não sejam atendidas, os manifestantes das três categorias afirmam que poderão entrar em greve no próximo dia 10 de fevereiro.
De acordo com o 19º BPM (Copacabana), cerca de 5 mil pessoas participaram do protesto, que seguiu pacífico.
Decisão de Cabral de antecipar parcelas de reajuste até 2013 não freou a mobilização dos praças"Chega de ser a polícia militar com o pior salário do país inteiro. Chega de termos que trabalhar em até três serviços para termos que sustentar nossa família. Hoje o governo estadual não vê o policial militar como um trabalhador. Não recebemos adicional por insalubridade e trabalhamos até 72 horas por semana, quando o correto seriam 40 horas semanais. Trata-se de um total desrespeito ao trabalhador", acusou o cabo João Carlos Gurgel, que participou na manifestação na orla de Copacabana. Os praças reivindicam piso salarial de R$ 3 mil.
Hoje o salário de um soldado da Polícia Militar é de R$ 1.277,13, o de um cabo R$ 1.471,01, terceiro a primeiro sargento: de R$1.723,42 a 2.086,92. Já o de um oficial pode chegar a R$ 6.122,42. É o caso do posto de coronel.
"Com esta modificação no repasse do reajuste, é como se recebêssemos 10% de reajuste este ano, mais 10% em 2013 e o mesmo percentual em 2014. Descontando-se a inflação de 6% ao ano, é o mesmo que receber um reajuste de apenas 4% por ano", reclamou o cabo Gurgel, segundo quem a população está solidária à reivindicação.
"A população nos aplaudiu. Teve até quem pendurasse bandeiras nos prédios. Estão todos muito solidários à nossa causa. O apoio do povo é fundamental. É o reconhecimento do nosso trabalho", comemorou Gurgel.
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