terça-feira, 3 de maio de 2011

Por que o piso nacional dos policiais não é votado pela Câmara dos deputados?

O colunista Ricardo Setti publicou em sua coluna no site da revista Veja, dia 11/04/2011, matéria intitulada “Políticos aplaudem o sargento herói do Rio, mas empurram com a barriga a questão salarial de PMs e bombeiros”, na qual lembra que as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 446/300, que criam o Piso Salarial Nacional para policiais civis, militares e bombeiros estão com a tramitação no Congresso Nacional interrompida há um ano.
No texto, o jornalista afirma que é com razão que todos estão chamando de herói o sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Márcio Alexandre Alves, que impediu mais mortes na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Mas lembra que ele, assim como tantos outros policiais, recebe um baixo salário. Depois, fala sobre mais uma semana que se passou sem que a Câmara dos Deputados colocasse na Ordem do Dia do plenário a votação das PECs 446/300.
A matéria termina com a seguinte reflexão “Repito, seja boa, seja má, resolva problemas ou crie obstáculos, eles já aprovaram a PEC, por avassaladora votação de primeiro turno, com apoio de deputados de todos os partidos. Têm portanto a obrigação de dar uma resposta aos PMs e bombeiros de todo o país, entre os quais, embora certamente haja problemas – como a violência e a corrupção – há também uma grande maioria de profissionais decentes, e, sem dúvida, não poucos outros heróis”.
Para o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, o momento ainda é de muita dor e é preciso respeitar isso. Mas é importante lembrar que, de fato, muitos policiais hoje, inclusive no Rio de Janeiro, enfrentam todos os dias situações limite, que colocam em risco suas próprias vidas. “É hora de se discutir uma política de segurança pública real e essa questão passa também pelo salário pago aos policiais em todo o país. Por isso, discussões como essas na mídia são muito importantes”, afirmou.

2 comentários:

  1. Por conta dos cortes no Orçamento da União, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do MInistério da Justiça, está sofrendo uma redução de 47%. É com verba do PRONASCI que o governo do Estado paga as gratificações aos policiais que trabalham nas UPPs. Também serão atingidos o Bolsa-Formação que dava mais R$ 400 por mês aos policiais que fizessem cursos de aperfeiçoamento e o programa Mulheres de Paz, criado pelo governo federal, que concedia uma ajuda a mulheres de comunidades carentes para atuarem como agentes comunitárias junto aos jovens.



    Além disso, iria começar a ser pago este ano o Bolsa-Olímpica para policiais que seriam preparados para a segurança da Copa e das Olimpíadas, mas o programa foi adiado por falta de verba.


    E agora Cabral? E agora Beltrame? Cabral deu um aumento miserável parcelado em 48 meses para os policiais e bombeiros. O que tem segurado nos últimos dois anos a revolta dos policiais têm sido essas bolsas e gratificações pagas pelo governo federal. Agora com os cortes a situação vai esquentar. Associações de policiais já estão em estado de alerta para ver o que vai acontecer daqui pra a frente. Mas podem estar certos que Cabral vai ter que coçar o bolso.

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